quinta-feira, 25 de julho de 2013

Como ser um refúgio para seus filhos?

Por John Piper

No temor do SENHOR, há firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos. (Provérbios 14:26)


Se o Papai estiver amedrontado, para onde se voltarão os pequeninos? Papais deveriam ser seguros. Eles deveriam saber o que fazer, como resolver problemas, consertar as coisas e, sobretudo, proteger seus filhos do mal. Mas o que ocorre se uma criança vê o medo na face de seu Papai? E se o Papai estiver tão assustado quanto a criança e não souber o que fazer? Neste caso, a criança fica totalmente perturbada e se apavora. Ela sente que o único lugar firme, bom e confiável de refúgio não é mais seguro.

Mas se o Papai é confiante, a criança tem um refúgio. Se o Papai não está entrando em pânico, mas está calmo e firme, todos os muros podem vir abaixo, todas as ondas podem quebrar, todas as serpentes podem sibilar e os leões, rugir; mas os braços de seu Papai ainda serão um lugar seguro. O Papai é um refúgio, contanto que seja um Papai confiante.

É por isto que Provérbios 14:26 diz que "ele será um refúgio para seus filhos", se o Papai possuir uma "firme confiança." A confiança do Papai é o refúgio de seus filhos. Pais, a batalha para ser confiante não é apenas sobre nós, mas sobre a segurança de nossos filhos. É sobre o senso de segurança e felicidade deles. É sobre eles crescerem aflitos ou firmes na fé. Até que as crianças possam conhecer a Deus de uma forma profundamente pessoal, nós somos a imagem e a personificação de Deus em suas vidas. Se formos confiantes, confiáveis e seguros para eles, eles serão muito mais inclinados a apegar-se a Deus como seu refúgio quando, mais tarde, as tempestades lhes sobrevierem.

Então, como nós devemos obter esta "firme confiança"? Afinal, nós também somos pequeninos, somos vasos de barro, fracos, quebrantados, lutando contra dúvidas e ansiedades. Será que a solução é fazer nossa melhor encenação e esconder o que somos verdadeiramente? Isto nos levará às úlceras, no melhor dos casos, e, no pior, ao duplo erro de desonrar a Deus e rejeitar nossos adolescentes. Esta não é a resposta.

Provérbios 14:26 nos dá outra resposta: "No temor do SENHOR, há firme confiança". Isto é bastante estranho. Diz que a solução para o temor é o temor. A solução para a timidez é o temor. A solução para a incerteza é o temor. A solução para as dúvidas é o temor. Como pode ser isto?

sábado, 29 de junho de 2013

O ídolo do sucesso

Por Paul David Tripp

Na presença de seu filho adolescente, escutei algo de um pai: “Você sabe como é ir à igreja e saber que todos estão falando sobre seu filho rebelde e orando por ele? Você sabe como é entrar no culto com todos os olhos voltados para você, sabendo que as pessoas ficam pensando no que está acontecendo e se você e sua esposa estão superando?”.

Ele continuou. “Isso não é o que deveria acontecer. Nós procuramos fazer fielmente o que Deus nos chamou a fazer como pais, e olhe só onde acabou! Eu pergunto a mim mesmo, se eu soubesse que tudo acabaria desse jeito, será que teríamos decidido ter filhos? Eu não consigo descrever quão desapontado e envergonhado estou.”

Naquela tarde, com seu filho escutando, aquele pai falou o que muitos pais já sentiram, mas nunca verbalizaram. Nossa tendência é encarar a criação de filhos com expectativas como se tivéssemos garantias inabaláveis. Nós pensamos que se fizermos nossa parte, nossos filhos irão se tornar cidadãos exemplares. Nossa tendência é encarar a criação de filhos com um senso de posse, com um senso de que esses são os nossos filhos e a obediência deles é o nosso direito.

Esses pressupostos pavimentam o caminho para nossa identidade se enrascar em nossos filhos. Começamos a precisar que eles sejam o que eles deveriam ser para que, aí sim, possamos desfrutar de um senso de cumprimento de nosso dever e de sucesso. Começamos a olhar para nossos filhos como nossos troféus ao invés de criaturas de Deus. Secretamente, queremos exibi-los como conquistas de um trabalho bem feito.

>> Continue a leitura em Conexão Conselho Bíblico
Original: Idol of Success

terça-feira, 25 de junho de 2013

Pai, posso ir manifestar?


A criança desta foto foi, por muitos amigos,
confundida com meu filho.
"Manifestação" é uma das palavras que mais tem aparecido em minhas redes sociais. Acredito ser legítimo protestar, desde que sujeito aos princípios da Palavra de Deus. Para mais detalhes, sugiro  a leitura de um post de Marcelo Berti em Teologando.

Ainda que meu filho não tenha idade para compreender plenamente o que está acontecendo em nossa querida nação brasileira (ele tem 4 anos), quando eu penso em cristãos em manifestações públicas, meu maior temor se baseia nos princípios que esta pergunta levanta: tem meu filho sabedoria para decidir com quem, como e onde andar?

A sabedoria o livrará do caminho dos maus, dos homens de palavras perversas, que abandonam as veredas retas para andar por caminhos de trevas. (Pv 2.13-14 NVI)

Campinas-SP, cidade em que eu nasci, foi à mídia em função da dimensão que a violência atingiu com as manifestações. Sei de alguns amigos cristãos que estavam presentes naquela massa e que não coadunavam com o que um grupo, mesmo que minoritário, fazia. Tanto a mídia quanto os policiais o consideraram farinha do mesmo saco: vândalos.

Logo que eu soube deste triste caso, que infelizmente não foi isolado, pensei num versículo bíblico e, logo em seguida, imaginei uma possível história, um diálogo entre um pai e seu filho:

Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! (Salmo 1.1 NVI)

- Pai, eu fui lá na manifestação!
- E como foi, meu filho?
- Bem... Fui sozinho, mas logo procurei um grupo que eu me identificasse. Você sabe, né pai? Tinha gente manifestando contra tudo! Até contra o caríssimo preço da Nutella!
- E qual era seu grupo?
- Na verdade, grupos... O primeiro grupo, logo que eu cheguei, assim que viu alguns policiais, já pegou várias pedras nas mãos. Você sabe que eu não gosto de violência, então mal fiquei ali. Alguns metros deste pessoal, tinha outro grupo com muita gente diferente, mas também não fiquei muito tempo. Nunca vi tanto jeito de se fumar maconha na minha vida. Tudo bem que não tenho experiência com isso, mas aquilo me surpreendeu. O terceiro grupo parecia legal. O pessoal era bem inteligente, bastante politizado. Por outro lado, não era nada polido. Sem exagero, mas nunca vi mulheres xingando como aquelas. Não passava ninguém em branco: o vendedor de cachorro quente, o cobrador do ônibus que quase foi apedrejado, a senhora de bengala... Para aquele pessoal, todo mundo era hipócrita e merecia ser, no mínimo, xingado.
- Filho, não tenho certeza se fiz a coisa certa em deixá-lo ir à manifestação, mas fico contente por você não ter se juntado a nenhum destes grupos. Depois disso imagino que você foi embora, né?
- Não. Demorei um pouco mais para ir embora. Vi um pessoal da igreja.
- Daí você ficou com eles?
- Mais ou menos. Ronaldo, que toca na banda de louvor e adoração, estava junto com o pessoal que não largava das pedras. Fiquei um pouco com ele. Nisso, eu vi a Mariane com os maconheiros...
- A filha do diácono?!?
- Ela mesma. Mas ela não estava fumando. Vi o William também, o seminarista. Só percebi depois que era a namorada dele que parecia uma máquina de xingar, uma bem potente e com muita bateria... Pai? O que foi?
- Nada meu filho, nada.
- Depois disso eu fui embora. Só dei um oi para o pessoal da igreja. Quer dizer, para o Ronaldo e o William, porque a Mariane fingiu que não me viu.
- Fico contente que você esteja bem, meu filho. Mas acho que precisamos conversar um pouco mais. Chame sua mãe, vamos aproveitar esse tempo.

Será que meu filho está pronto para protestar? Será que ele tem sabedoria para fazer isso como é devido? Será que ele saberá escolher com quem deve estar para fazer isso? Quanto meu filho se sente tentado em andar com os que gostam de violência e palavreados? Qual a motivação de meu filho estar naquele meio? São várias as perguntas que, a meu ver, levantam possíveis reflexões sobre a maturidade de meu filho ir fazer algo que, creio eu, todos os cristãos deveriam, seja nas ruas ou não.

A sabedoria o fará andar nos caminhos dos homens de bem
e a manter-se nas veredas dos justos
(Pv 2.20 NVI).

Pai, pense nisso. Minha sugestão? Mostre a seu filho ao vivo e a cores como se manifesta para honra e glória do nome de Jesus Cristo.



terça-feira, 11 de junho de 2013

Cinco simples maneiras de afastar seu filho da igreja



1 – Diante das menores dificuldades, tais como indisposição, chuva, frio, cansaço, não vá aos cultos. Seu filho vai crescer com a ideia de que frequentar as reuniões não é assim tão necessário.

2 – Quando estiver à mesa ou em reuniões familiares, faça comentários e críticas ao ensino e atitude do pastor e dos líderes; assim seu filho crescerá não tendo respeito por eles e nem dando crédito aos seus ensinos.

3 – Cuide para que seu filho cresça num lar que não seja diferente de qualquer outro; afinal, que valor há em aplicar os princípios da Palavra de Deus a todos os aspectos da vida familiar?

4 – Gaste diante da TV ou computador todo o tempo que passa em casa, ao invés de separar parte dele para leitura da Bíblia e oração. Basta orar na hora das refeições. Com certeza o seu filho aprenderá que, assim como orar e estudar a Palavra de Deus não tem valor para você, não deve ser importante para ele.

5 – Comente à vontade a vida de outro membro da igreja diante de seu filho. Depois, ao se encontrar com ele no templo, apresse-se a cumprimenta-lo com sorrisos. Se mais tarde seu filho pensar que a vida cristã é pura hipocrisia e não desejar seguir o mesmo caminho, não estranhe.

Você poderia acrescentar mais algum item a esta lista?

Fonte: Bíblia Ensina

terça-feira, 28 de maio de 2013

Que sabedoria é essa? "Vai passar, meu filho!"


Não foram poucas as vezes que eu ouvi: "vai passar, meu filho!" Sim, ouvi de meus pais, tios, amigos, garçons, motoristas, professores, etc. Ouvi de muita gente, com muito ou pouco dinheiro, alta ou baixa, magra ou gorda. Interessante é que mesmo depois que eu me tornei pai, ainda continuei escutando essa mesma frase, no entanto, agora não mais endereçada para mim.

Ainda são pessoas com muito ou pouco dinheiro, alta ou baixa, gorda ou magra, que escuto falar quase que instintivamente "vai passar". Hoje mesmo eu escutei uma mãe falar para sua filhinha, que tropeçou com a mochila escolar: "não se preocupe, filhinha, 'vai passar.'" (Exemplo semelhante é a expressão "força aí!")

Agora, imagine seu filho pedalando sua tão sonhada bicicleta. Faz pouco tempo que ele tirou as rodinhas que o ajudaram no aprendizado. Por causa de uma pequena falha, "cataploft!" Como geralmente é, demora cerca de três a cinco segundos para ele notar a dor do tombo, logo em seguida, a dor da vergonha (ou vice versa). Então chega o zeloso pai, com menos temor que a mãe pela queda e com boa motivação, e diz: "vai passar, meu filho!" De onde vem tanta (péssima) sabedoria?

Pense agora nas seguintes situações:
  • Você martela seu dedo com gosto;
  • Você quebra o tornozelo no sábado do futebol;
  • Você não percebe que pisou no formigueiro e os pequeninos insetos revidam a destruição que você causou em seu lar;
  • Você queima seu dedo na churrasqueira;
  • Ao ajudar seu amigo com o carro quebrado, você prende seu dedo na porta do passageiro;
Já pensou? Agora imagine sua esposa (escolhi ela de propósito) lhe dizendo: "vai passar, meu marido." Observe que somente escolhi situações que causam, à priori, dores físicas - porque geralmente é este o contexto quando pais dizem a seus filhos "vai passar." O negócio fica ainda pior com situações como:
  • Perda de emprego. "Ah, vai passar, você acha outro logo!"
  • Perda do carro. "Ah, vai passar, logo você tem outro."
  • Perda do pai ou da mãe. "Ah, vai passar, a morte é natural."
  • Perda do(a) filho(a). Ah, vai passar, em breve vocês têm outro."
Por mais que não seja exatamente assim que as pessoas falam nessas situações, o "vai passar" ecoa em várias frases pouco ou nada sábias. Por exemplo, no ano passado minha filha faleceu e "vai passar" estava em frases como "Deus tem um propósito para você," "Deus sabe todas as coisas," "Ela está num lugar muito bom agora." Apesar de todas essas frases serem verdadeiras, elas precisam ser ditas no momento e da forma correta. Logo depois que Nina faleceu, eu não precisava ouvir nenhuma dessas frases. (Mais detalhes em www.ninaminhafilha.com)

É verdade que "vai passar," mesmo que a dor dure até a morte. Fato é que, ninguém, e eu enfatizo, ninguém quer ouvir "vai passar" nessas situações. Seu filho, igualmente, também não quer ouvir "vai passar" quando cai da bicicleta ou tropeça com a mochila escolar.

No entanto, se você já fez isso, não se preocupe, "vai passar."

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

A verdade é sempre de Deus


Pelo Facebook conheci este artigo: "9 formas de fazer seu dia a dia com as crianças ser mais leve." Gostei dele. Entretanto, mais do que isso, gostei de perceber como essas dicas, quando verdadeiras, são antes encontradas na Palavra de Deus. Faça o exercício. Perceba como cada item do artigo tem, antes, uma orientação bíblica a respeito dele.

Sugiro somente um cuidado: a Bíblia não é um compêndio de soluções para problemas da humanidade. Tampouco sugere um sistema para lidarmos com diferentes problemas do dia a dia. Ela é antes, a revelação de Alguém que quer redimir todo homem e mulher de seu estado incapaz de fazer o que é correto. Todo processo de genuína mudança acontece através de Jesus Cristo, epicentro das Escrituras Sagradas. Ao recorrer à Bíblia, lembre-se disso. Perceba que nEle há diversas formas de fazer seu dia a dia com as crianças mais leve.