quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Amor de pai tem grande influência na personalidade dos filhos


Àqueles que conhecem as Escrituras, o artigo abaixo não é novidade. A presença do (amoroso) pai na criação do filho é fundamental para o desenvolvimento de seu caráter.

Ainda que a vida urbana, antes mesmo de dizer pós-moderna, dificulte a presença do pai no lar, é nosso dever avaliar nossas vidas para que não negligenciemos naquilo que é nossa responsabilidade perante Deus.

Leia  o artigo e avalie seu papel, pai cristão.
Fonte: bonde.com.br



Segundo um novo estudo, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento da personalidade nas crianças até a fase adulta. Na prática, isso significa que as nossas relações na infância, especialmente com os pais e outras figuras de responsáveis, moldam as características da nossa personalidade.

"Em meio século de pesquisa internacional, nenhum outro tipo de experiência demonstrou um efeito tão forte e consistente sobre a personalidade e o desenvolvimento da personalidade como a experiência da rejeição, especialmente pelos pais na infância", disse o coautor do estudo, Ronald Rohner, da Universidade de Connecticut (EUA). "Crianças e adultos em todos os lugares tendem a responder exatamente da mesma maneira quando se sentem rejeitados por seus cuidadores e outras figuras de apego".

E como elas se sentem? Exatamente como se tivessem sido socadas no estômago, só que a todo momento. Isso porque pesquisas nos campos da psicologia e neurociência revelam que as mesmas partes do cérebro que são ativadas quando as pessoas se sentem rejeitadas também são ativadas quando elas sentem dor física. Porém, ao contrário da dor física, a dor psicológica da rejeição pode ser revivida por anos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Criação “morna” de pais evangélicos afasta filhos da fé

Fonte: Gospel Prime



O crescente abandono da fé por parte de adolescentes vem sendo objeto de debate há muitos anos. Um novo estudo, conduzido pelo ministério Focus on the Family [Foco na Família] pretende apresentar possíveis respostas sobre a tendência entre os jovens adultos que podem contradizer as previsões catastróficas sobre o futuro da Igreja.

A pesquisa recebeu o nome de “Participação na Fé e Retenção entre os Milenares”. Como o título indica, o foco principal são as opções religiosas da chamada geração milenar (nascidos entre 1980 e 2000) e descobriu que apenas uma pequeno percentual mantem sua fé desse a infância.

O principal motivo é a falta de uma formação clara no lar sobre a questão espiritual. O estudo utiliza dados da pesquisa anual do Instituto Pew e da Fundação Nacional de Ciência Social. Cerca de um quinto (18%) dos jovens adultos criados em lares com pouca influência religiosa declaram não ter atualmente nenhum vínculo com uma fé específica. Por outro lado, 60% por cento dos milenares afirmam que “mantém a fé”.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pediatra diz que ‘terceirização’ é o grande drama das famílias

Daniel Becker fala como anda a saúde das crianças brasileiras e quais os desafios de se criar filhos nos dias de hoje.

Apresentado no Roda Vida do dia 09/12/2013


Veja o artigo publicado no site da TV Cultura (clique).


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Após proibir palmadas, Suécia "sofre" com geração de crianças mimadas



A Suécia, primeira nação do mundo a proibir as palmadas na educação das crianças, se pergunta agora se não foi longe demais e criou uma geração de pequenos tiranos.

"De uma certa forma, as crianças na Suécia são extremamente mal educadas", afirma à AFP David Eberhard, psiquiatra e pai de seis filhos. "Eles gritam quando adultos conversam à mesa, interrompem as conversas sem parar e exigem o mesmo tratamento que os adultos", ressalta.

O livro "Como as crianças chegaram ao poder", escrito por Eberhard, explica porque a proibição das punições físicas - incorporada de forma pioneira ao código penal da Suécia em 1979 - levou, pouco a pouco, a uma interdição de qualquer forma de correção das crianças.

"É óbvio que é preciso escutar as crianças, mas na Suécia isso já foi longe demais. São elas que decidem tudo nas famílias: quando ir para a cama, o que comer, para onde ir nas férias, até qual canal de televisão assistir", avalia ele, considerando que as crianças suecas são mal preparadas para a vida adulta.

"Nós vemos muitos jovens que estão decepcionados com a vida: suas expectativas são muito altas e a vida se mostra mais difícil do que o esperado por eles. Isso se manifesta em distúrbios de ansiedade e gestos de autodestruição, que aumentaram de maneira espetacular na Suécia", diz o psiquiatra.

Suas teses são contestadas por outros especialistas, como o terapeuta familiar Martin Forster, que sustenta que, numa escala mundial, as crianças suecas estão entre as mais felizes. "A Suécia se inspirou sobretudo na ideia de que as crianças deveriam ser ouvidas e colocadas no centro das preocupações", afirma Forster. Segundo ele, "o fato de as crianças decidirem muitas coisas é uma questão de valores. Pontos de vista diferentes sobre a educação e a infância geram culturas diferentes".

O debate sobre o mau comportamento das crianças surge regularmente nas discussões sobre a escola, onde os problemas de socialização ficam mais evidente.

>> Continue a leitura no site original do artigo (clique).

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Tenho que exigir perdão de meu filho?

Por Wilkin Jen
Traduzido por Aeliton Lopes
Título original: Should I Make My Child Apologize?
 

Frequentemente pais me perguntam se é errado exigir de seus filhos que peçam perdão quando eles são desrespeitosos ou desobedientes. Normalmente, eles (os pais) estão preocupados se poderiam estar treinando seu filho a mentir. (Eles pensam:) Não seria melhor esperar para que a criança se desculpe por conta própria quando sente genuíno remorso, ao invés de apenas repetir um pedido de desculpas que foi ensinado?

É definitivamente louvável querer que seu filho fale e aja apenas por motivos certos. E sim, a obediência divina vai além de apenas dizer as palavras certas; obediência piedosa é ações certas mais motivos certos, fazendo as coisas certas pelas razões certas.

Mas como a obediência divina é instigada? Como é formada? A resposta pode surpreendê-lo. Ao contrário dos adultos, que normalmente aprendem pelo raciocínio, as crianças aprendem fazendo. Adultos normalmente devem ser convencidos de que uma ação é correta antes que eles exerçam-na. As crianças, por outro lado, aprendem a executar a ação correta antes de serem racionalmente capaz de avaliar a razão pela qual está correta. Fazer a coisa certa, na verdade, antecede entender por que isso deve ser feito.

Pais compreendem intuitivamente e emprega este "treinamento verdadeiro" com crianças em diversas áreas:
  • Nós os treinamos na linguagem de cortesia antes que eles desejem o ser cortês (por favor”, “desculpem-me”).
  • Nós os treinamos na linguagem de gratidão antes que eles desejem ser gratos (“obrigado”).
  • Nós os treinamos na linguagem de respeito antes que eles desejem ser respeitosos (“senhora, senhor, a senhora”).
  • Nós os treinamos na linguagem da oração antes que eles desejem orar ("Deus é grande, Deus é bom," Oração do Pai Nosso).
Em suma, nós ensinamos nossas crianças a linguagem que eles precisam interagir com outros bem antes de terem qualquer conceito real do porquê esse tipo de linguagem é necessário e bom.

Devido a isso, eu gostaria de responder à pergunta: "Devo fazer meu filho pedir perdão?" com um enfático "sim". Se fielmente equiparmos nossas crianças com a linguagem de cortesia, gratidão, respeito e oração, por que não também equipá-los com a linguagem do perdão? Não é igualmente importante que eles saibam? Como treiná-los a desculpar-se incentivaria a mentir mais do que treiná-los a dizer "obrigado" antes de estarem verdadeiramente agradecido? Não é falta de amor deixá-los verbalmente de mãos vazias diante de uma situação onde o perdão precisa ser semeado?


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Dez coisas para orar por sua esposa

Não tenho dúvida que para ser um bom pai, antes devemos ser bons maridos. Um marido piedoso, ora por sua esposa. Abaixo, retirado do site flourish.me, postado por Jonathan Parnell, dez oração para orar por sua esposa - um desafio.



Nossa fome por Deus não deve estar confinada ao nosso mundo pessoal. À medida que O conhecemos e nos deleitamos em tudo que Ele é para nós em Cristo, nossa alegria nEle ultrapassa a experiência pessoal numa busca para ser reproduzida em outras pessoas.

Uma das maneiras mais fáceis de percebermos isso é a forma como oramos – desejando e pedindo pelos outros as mesmas coisas que desejamos para nós mesmos. É algo maravilhoso – um milagre – quando investimos tanto nos outros quanto investimos em nossa própria santificação. E, obviamente, o melhor lugar para começar isso é com o nosso cônjuge.

Sendo assim, homens, eis aqui dez coisas que desejamos de Deus (e pedimos a Ele) em favor da nossa esposa:

1 – Deus, seja o Deus dela – o tesouro que a satisfaz. Torne-a zelosa pela sua exclusividade sobre todos os seus outros desejos e vontades (Sl 73.24-25).

2 – Aumente a fé dela – dê a ela uma confiança sólida de que Seu poder incomparável sempre a conduz para o seu bem absoluto em Cristo (Rm 8.28-30).

3 – Aumente a alegria dela – alegria em Ti que despreza tudo em favor da riqueza de Sua graça em Cristo e que diz, de maneira firme, clara e alegre: “Irei a qualquer lugar e farei qualquer coisa enquanto souber que estás comigo” (Ex 33.14-15).

4 – Amoleça o coração dela – resgate-a do cinismo e a torne tenra à Sua presença nos detalhes mais complicados. Das fraldas sujas a uma multidão de outras necessidades que o Senhor a chamou para cumprir (Hb 1.3).

5 – Faça com que ela ame a Sua igreja – que ela edifique relacionamentos em sua vida que a desafiem e a encorajem a caminhar na verdade do evangelho, e faça com que ela ame o ajuntamento, a Ceia do Senhor, e a vida diária do Corpo (Mc 3.35).

6 – Dê sabedoria a ela – permita que ela enxergue a dimensão da realidade que sou capaz de ignorar e que acompanhe a Sua visão com um espírito dócil e tranquilo (1 Pe 3.4).

7 – Preserve a saúde dela – continue a ministrar seu dom da saúde e não nos permita ser presunçosos; estamos falando de uma graça que foi comprada com o sangue (Sl 139.14).

8 – Multiplique a influência dela – encoraje e aprofunde o impacto dela em nossos filhos. Dê a ela pequenos vislumbres disso. Que o amor dela seja evidente aos vizinhos e desperta nela maneiras criativas de investir neles por causa de Cristo (Jo 12.24).

9 – Permita que ela ouça a Tua voz – que ela leia a Bíblia e a aceite como ela é, a Sua Palavra... a Sua própria Palavra onde quer que ela viva, cheia de graça e tudo que ela precisa para uma vida de santidade e piedade (2 Pe 1.3).

10 – Que ela fique maravilhada com Cristo – pelo fato de estar unida com Ele, pelo fato dela ser uma nova criatura nEle, pelo fato dela ser Sua filha... não mais em Adão, e morta para o pecado; agora em Cristo e viva em Ti, para sempre (Rm 6.11).

Traduzido por Enrico Pasquini

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O perigo da internet e especialmente da pornografia

Além do artigo não ser tão breve, ele está em inglês. Não quero desencorajá-los com isso, mas incentivá-los a entender o claro perigo da internet e a profundidade que a pornografia pode trazer aos nossos filhos.



Jamie tinha dez anos quando viu sua primeira cena de sexo pornográfico. Durante uma festa de pijama, um colega se ofereceu para mostrar-lhe "algumas fotos engraçadas" em seu laptop.

"No começo eu achei um pouco assustador e um pouco nojento", Jamie me contou enquanto se mexia desconfortavelmente em sua cadeira durante a nossa sessão de terapia.

"Eu não sabia o que era possível que as pessoas fizessem esse tipo de coisa - e havia muitos
close-ups desagradáveis ​​. Mas ele me deu sentimentos engraçadas e as imagens começaram a ficar na minha cabeça".


>> Leia todo o artigo em Daily Mail (clique)
Caso não saiba inglês, use o Google Tradutor. Basta inserir o link do artigo no campo de tradução.

Veja também "Ex-lad's magazine editor Martin Daubney: experiment convinced me that online porn is the most pernicious threat facing children today"

sábado, 7 de setembro de 2013

Mesada e a educação das crianças


Os dois áudios abaixo não são estudos extraídos da Palavra de Deus. No entanto, eles possuem os princípios que Deus chama de sabedoria e são valiosos para nos atentarmos para educação de nossos filhos.

Retirados da CBN

"Mesada deve ser fonte de aprendizagem para crianças"

 
"Mesada das crianças pode montar uma armadilha para a família"






quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Avaliação do legado



No ano passado, Todd Wagner e sua esposa falaram para um grupo de pais no tema "deixando um legado piedoso". Durante as mensagens, eles falaram sobre algumas perguntas que fazem aos seus filhos, perguntas que lhes dão um feedback para ajudá-los a mensurar como eles estão como pais, uma espécie de autoavaliação.

Eis as perguntas:
  1. Quais são as três coisas que mamãe e papai mais são apaixonados por?
  2. O que é que nós fazemos em família que você seguramente fará quando tiver a sua própria?
  3. O que é que nós fazemos em família que definitivamente você não fará com a sua?
  4. O que você mais gosta em ser um Wagner (sobrenome da família)?
  5. O que você menos gosta em ser um Wagner?
  6. O que você gostaria que nós fizéssemos mais como seus pais?
  7. O que você gostaria que nós fizéssemos menos como seus pais?
  8. Numa escala de 1-10, que nota você daria pelo nosso amor por você?
A ideia é boa. Seja sábio ao usá-la!

Fonte: Watermark.com



sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Como ajudar o seu filho ler com discernimento




 
"Mãe, eu estou sem livros para ler novamente."

"Sério? Não lhe dei um há poucos dias? "

Meu filho é um leitor voraz. Ele puxou a mim. Quando criança, muitas vezes eu fiquei acordado até tarde da noite só para ler mais um capítulo. Sou grato pelo gosto de leitura que ele tem, mas muitas vezes eu não consigo acompanhar seu apetite.

Quando meus filhos estão fisicamente com fome, eu às vezes lhe dou qualquer coisa que eu posso encontrar para aumentar o açúcar no sangue e eles pararem de choramingar. Mas quando se trata do apetite de meu filho para os livros, eu não consigo lhe dar qualquer coisa para ler. Alimentos pré-embalados e uma boa refeição caseira irão igualmente encher a barriga, apesar do último ser melhor para o corpo. Quando se trata de alimentar o desejo do meu filho de ler, eu quero lhe dar o que é saudável para a mente, coração e alma.

Uma seleção de bons livros para os nossos filhos lerem é importante para o seu crescimento na fé, assim como para sua alfabetização, conhecimento ea vida emocional. Ensiná-los a como fazer por si mesmos é ainda melhor.

Uma vez eu fiz uma lição para ajudar os meus filhos a entenderem como eles precisam processar o que eles aprendem, seja de livros, televisão, internet, amigos ou da escola. Usando uma peneira colocada sobre uma tigela, derramei tomates enlatados. Eu disse a eles que a peneira (filtro) representa a Palavra de Deus, ea comida enlatada é o que eles aprenderam. Eles têm que filtrar tudo o que aprendem através da Palavra de Deus. Aquilo que permaneceu no filtro era a verdade, mas tudo o que foi para a tijela era falso. Os livros que nossos filhos lêem precisam ser avaliados por meio de nossa cosmovisão bíblica.

Então, como é que nós, como pais, determinamos o que é um bom livro para os nossos filhos para sua leitura?

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança

Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.

Andou, leu e escreveu cedo.

Vai bem nos esportes.

É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.

“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.

Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.

- “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.

Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.

A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.

Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

>> Continue a leitura em Update or Die (clique).

domingo, 11 de agosto de 2013

As últimas palavras de um pai em seu leito de morte (1Rs 2.3-9)

Por T. Zambelli
Baseado no estudo, nas palavras e expressões de Paul Tripp (David's Dying Words)
Fonte: Todah Elohim



Pense por um momento: se você estivesse em seu leito de morte, com seu(s) filho(s) em pé ao seu redor, o que você diria?
  • “Filho, eu me esforcei ao máximo para ser um bom pai. Perdoe-me pelo o que eu não consegui fazer por você.”
  • “Filho, não se case com Joana.”
  • “Filho, a senha do meu e-mail é ‘Jesus!’”
  • “Filho, aqui está a chave do meu carro.”
  • “Filho, a mamãe ainda não sabe, mas você tem outra família...”
Seguramente este é um momento singular e é bem provável que até hoje você nunca tivesse pensado nisso. Na Bíblia, o escritor do livro de Reis nos conta a história do caso de Davi. Vejamos o que ele disse a Salomão em seu leito de morte (1Rs 2.3-9).

1. Força e masculinidade
Seja forte e seja homem (v.2).

Primeiramente, deixe-me dizer o que Davi não está dizendo: “Mostre a todos que ninguém levanta mais peso do que você, fale grosso, beba e não caia, deixe a barba crescer, intimide as pessoas com sua presença.” A definição de Davi para força e masculinidade não tem a ver com a figura de um “macho-man.”

Davi conhecia a correta perspectiva sobre ser um homem, um homem forte. Foi ele quem disse o Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda (Sl 28.7 – grifo meu). Davi reconhecia que a força de um homem tem total relação com Deus.

Mas Davi não era alguém simplesmente informado sobre a teologia da força. Ele verdadeiramente viveu o que conhecia: O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu (1Sm 17.37 – grifo meu).

Davi queria que seu filho Salomão, o novo rei de Israel, tivesse certeza de onde encontrar a verdadeira força e masculinidade: em Deus.

2. Obedeça os preceitos de Deus
Obedeça ao que o Senhor, o seu Deus, exige: Ande nos seus caminhos e obedeça aos seus decretos, aos seus mandamentos, às suas ordenanças e aos seus testemunhos, conforme se acham escritos na Lei de Moisés (v.3).

E para encontrar e entender essa força e masculinidade era preciso Salomão se atentar à aliança de Deus. Paul House escreveu: “De acordo com Davi, Salomão somente seria forte e um homem se ele preservasse a aliança mosaica. Ele devia se empenhar para obedecer o que Deus exige. Essa obediência dos padrões de Deus deveria amadurecer para um estilo de vida, um andar nos caminhos do Senhor. Como alguém alcança este estilo de vida? Absorvendo os vários elementos da Lei de Moisés.”[1]

Semelhantemente, Constable disse: “Salomão foi encorajado em ser forte e manter a Palavra do Senhor. Ele devia se portar como um homem ao ser valente, em defender o que era certo e se colocar contra o que era errado. Ele devia observar o que o Senhor exigia no sentido de obediência a Yahweh.”[2]

Salomão foi chamado por Deus para ser Rei de Israel. Como cabeça da nação divinamente escolhida, a melhor escolha era conhecer Aquele que o chamara e como desenvolver o serviço que lhe era devido.

E você, qual o seu chamado/vocação? Prefeito? Pedreiro? Político? Padeiro? Pedicure? Pizzaiolo? Policial? Preparador físico? Produtor rural? Professor? Pastor? Psicólogo? Dentre todas essas opções que eu creio ser também pessoal, Deus nos chamou soberanamente para sermos seus filhos[3] e, como tal, temos obrigações a cumprir com Ele. Como seremos fortes se não conhecermos a origem da força? Se não nos conhecermos segundo Aquele que nos criou? Para cumprir bem o nosso papel de filho de Deus, precisamos nos atentar e guardar o que Ele propõe (e já propôs).

3. Observe a recompensa
assim você prosperará em tudo o que fizer e por onde quer que for... (v.3).

Davi era um pai que conhecia os resultados de pisar fora dos caminhos do Senhor. Apesar do perdão de Deus, Davi colheu frutos amargos pelas equivocadas escolhas.[4] Seu desejo, como de todo pai piedoso, era que seu filho não experimentasse destes mesmos frutos, ao contrário, que Salomão persistisse nas recompensas da obediência, de guardar as exigências, os decretos, os mandamentos, as ordenanças e os testemunhos que constam nas Escrituras.[5]

Davi não somente conhecia os frutos amargos, mas os doces, frutos que Deus nos dá em recompensa pela nossa obediência. Sim, Deus também nos dá conforme andamos de acordo com Sua vontade.[6] Mas atenção e não confunda, a correta perspectiva de felicidade, de prosperidade para Deus, é totalmente diferente da perspectiva humana e carnal. Foi Deus, como Criador, que definiu os verdadeiros parâmetros da alegria. Fora de Deus ninguém poderá ser genuinamente próspero. Ser feliz é possível quando reconhecemos que Deus é tanto o caminho quanto o fim deste objetivo. Reflita: ser perseguido, insultado e caluniado por causa de Cristo é característica de alguém feliz para você? Seguramente é para o Messias (veja Mt 5, o sermão do monte).

Nunca negligencie o conhecimento das Escrituras. Ele é a base para discernirmos a vontade de Deus que, a rigor, nos mostra que o caminho da satisfação humana, aquele pleno prazer, tem Deus como meio e fim de uma busca. Deus é o alvo, mas também o meio para acertarmos este alvo: eis a orientação de Davi para Salomão.

Persista em buscar as recompensas de Deus. Foi proposta dEle o processo meritório de felicidade. Ao buscarmos o alvo correto pelos meios corretos, garantias de bênçãos são dadas pelo justo e benevolente soberano Senhor.

4. Viva para além de si mesmo
e o Senhor manterá a promessa que me fez: ‘Se os seus descendentes cuidarem de sua conduta, e se me seguirem fielmente de todo o coração e de toda a alma, você jamais ficará sem descendente no trono de Israel’ (v.4).

É muito difícil vivermos uma vida além de nós mesmos. Pessoalmente, todos os dias penso muito em mim mesmo, nas minhas necessidades, nos meus sentimentos, nos meus planos.

Imagino e creio que não sou o único que acorda de manhã e não pensa imediatamente nos grandes propósitos do Reino de Deus. Foco minhas orações nos MEUS afazeres, nos MEUS compromissos e na MINHA obediência e dependência de Deus. Mas Davi quer que seu filho Salomão perceba que ele precisava viver além de si mesmo, observando, em especial, a conduta de seus filhos e filhos de seus filhos.

Estou convencido que filhos de crentes não nascem crentes. No entanto, homens piedosos são abençoados por Deus, que converte seus corações e mudam seus paradigmas sobre Jesus (arrependem-se) tornando-se filhos do mesmo Pai. Note bem, homens PIEDOSOS! Isso significa homens que reconhecem a mão do Senhor em suas histórias, que praticam, começando em suas famílias, o discipulado.

Em suma e numa paráfrase, eu diria que Davi falou: “Salomão, Deus está de olho em você e toda sua prole. Não se esqueça de suas responsabilidades para com eles, fundamentada na responsabilidade que você tem com Ele.”

5. Discirna o mal e o bem e aja sabiamente
"Você sabe muito bem o que Joabe, filho de Zeruia, me fez; o que fez com os dois comandantes dos exércitos de Israel, Abner, filho de Ner, e Amasa, filho de Jéter. Ele os matou, derramando sangue em tempos de paz; agiu como se estivesse em guerra, e com aquele sangue manchou o seu cinto e as suas sandálias. Proceda com a sabedoria que você tem, e não o deixe envelhecer e descer em paz à sepultura. "Mas seja bondoso com os filhos de Barzilai, de Gileade, admita-os entre os que comem à mesa com você, pois eles me apoiaram quando fugi do seu irmão Absalão. "Saiba que também está com você Simei, filho de Gera, o benjamita de Baurim. Ele lançou terríveis maldições contra mim no dia em que fui a Maanaim. Mas depois desceu ao meu encontro no Jordão e lhe prometi jurando pelo Senhor que não o mataria à espada. Mas, agora, não o considere inocente. Você é um homem sábio e saberá o que fazer com ele; apesar de ele já ser idoso, faça-o descer ensanguentado à sepultura". (vv.5-9)

Acredito serem desnecessários os esforços de teólogos e pregadores para minimizar o teor de vingança apresentado no texto. Evidentemente, equilibrar perfeitamente a satisfação de vingança e recompensa e os reais perigos à dinastia apresentados por Davi parece impossível. No entanto, a orientação do pai Davi a seu filho Salomão não tinha como foco reconhecer esta harmonia, mas, nas palavras de Paul Tripp:

“Eu resumiria a quinta orientação de Davi a Salomão assim: lide definitivamente com o que é mau e seja rápido para premiar o que é bom. Joabe era um homem sedicioso e um assassino; o mal precisava ser tratado. Simei era um homem que tinha amaldiçoado Davi; isso precisava ser tratado. Davi está dizendo a Salomão: ‘Não se relacione com estes do mal. Não deixe que esse mal comece a infectar o seu reinado. Não dê abertura para ser influenciado no conselho desses homens. Esse mal precisa ser tratado, e de forma definitiva’”.[7]

Ainda que as orientações fossem desejos reais do rei Salomão em seu leito de morte, o agir cabia exclusivamente ao sucessor do trono, Salomão. Era ele quem deveria prezar e avaliar as palavras de seu pai e proceder segundo seu juízo. O próprio pai reconhecia ser seu filho capaz desta avaliação: Proceda com a sabedoria que você tem (…) Você é um homem sábio e saberá o que fazer com ele.

Ensinar a discernir entre o certo e o errado é primariamente uma tarefa dos pais. Conhecimento das Escrituras é sempre necessário e felicidade é o resultado de uma boa decisão: Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! (Sl 1.1 NVI- grifo meu.)

Conclusão

Quando este fato histórico ocorreu, Davi tinha 40 anos de experiência como rei. Apesar do famigerado rei não ter sido apresentado nas Escrituras como exemplo de pai (cf. 1Rs 1.6), suas palavras revelam genuínos desejos de sucesso para seu filho. Todavia, um sucesso que fama, poder e beleza não serviam para ressaltar a vida de um homem, mas as obras de um soberano Deus, cujos poderes de salvação e perdão deram eterna alegria a Davi. Paulo, citando Davi, escreveu: "Como são felizes aqueles que têm suas transgressões perdoadas, cujos pecados são apagados. Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa". (Rm 4.6-8 NVI).

Continuo orando para que todo pai conduza seu(s) filho(s) às verdades de Deus, em especial, na pessoa e obra de Jesus Cristo, o Evangelho da salvação.



[1] House, P. R. (1995). 1, 2 Kings. The New American Commentary (Vol. 8, p. 96). Nashville: Broadman & Holman Publishers.
[2] Constable, T. L. (1985). 1 Kings. (J. F. Walvoord & R. B. Zuck, Eds.)The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 491). Wheaton, IL: Victor Books.
[3] Segundo João 1.12, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus.
[4] Adultério e assassinato, como os mais conhecidos.
[5] Note a ênfase de onde encontrar conhecimento a respeito de Deus e a suficiência disso para vida do adorador: na Lei de Moisés, ou seja, a Bíblia daquele tempo.
[6] O que não podemos confundir é que a igreja não está debaixo do mesmo sistema de bênçãos e maldição que Israel.
[7] TRIPP, Paul. David’s diyng words. http://paultripp.com/wednesdays-word. Recebido por e-mail no dia 07/08/2013.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pais que ensinam seus filhos sobre o verdadeiro discipulado de Cristo



Você já pensou em quanto seu exemplo é assimilado por seu filho para entender o valor de seguir Jesus Cristo?

David Platt, no primeiro capítulo de seu livro, Radical (2010), compartilha exemplos de pessoas que dedicam suas vidas em prol do Mestre Jesus. Algumas palavras são de adolescentes, como de Shan, que reconhece o valor de Jesus e de sua vida. Sua divina compreensão tem como exemplo seus pais:

“Nossas famílias entendem. Nossos pais já foram presos por causa de sua fé e eles nos ensinaram que Jesus vale toda nossa devoção.”


  • Quantos de nós realmente entendemos que nossa vida já não mais nos pertence, uma vez que fomos alcançados pela imerecida graça de Deus?
  • Quantos de nós podemos, à semelhança do que ensina Jeremias, dizer que nosso orgulho descansa em conhecer ao Senhor? (Quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor, e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado. Jr 9.24)
  • Quantos de nós exigimos que nossos filhos sejam mais piedosos do que algum dia fomos?
  • Quantos de nós podemos levantar as mãos quando questionado: você é exemplo de alguém que carrega a cruz de Cristo para seu filho?

Graças a Deus por exemplos de pais como os de Shan. Que estes continuem a me perturbar.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Como ser um refúgio para seus filhos?

Por John Piper

No temor do SENHOR, há firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos. (Provérbios 14:26)


Se o Papai estiver amedrontado, para onde se voltarão os pequeninos? Papais deveriam ser seguros. Eles deveriam saber o que fazer, como resolver problemas, consertar as coisas e, sobretudo, proteger seus filhos do mal. Mas o que ocorre se uma criança vê o medo na face de seu Papai? E se o Papai estiver tão assustado quanto a criança e não souber o que fazer? Neste caso, a criança fica totalmente perturbada e se apavora. Ela sente que o único lugar firme, bom e confiável de refúgio não é mais seguro.

Mas se o Papai é confiante, a criança tem um refúgio. Se o Papai não está entrando em pânico, mas está calmo e firme, todos os muros podem vir abaixo, todas as ondas podem quebrar, todas as serpentes podem sibilar e os leões, rugir; mas os braços de seu Papai ainda serão um lugar seguro. O Papai é um refúgio, contanto que seja um Papai confiante.

É por isto que Provérbios 14:26 diz que "ele será um refúgio para seus filhos", se o Papai possuir uma "firme confiança." A confiança do Papai é o refúgio de seus filhos. Pais, a batalha para ser confiante não é apenas sobre nós, mas sobre a segurança de nossos filhos. É sobre o senso de segurança e felicidade deles. É sobre eles crescerem aflitos ou firmes na fé. Até que as crianças possam conhecer a Deus de uma forma profundamente pessoal, nós somos a imagem e a personificação de Deus em suas vidas. Se formos confiantes, confiáveis e seguros para eles, eles serão muito mais inclinados a apegar-se a Deus como seu refúgio quando, mais tarde, as tempestades lhes sobrevierem.

Então, como nós devemos obter esta "firme confiança"? Afinal, nós também somos pequeninos, somos vasos de barro, fracos, quebrantados, lutando contra dúvidas e ansiedades. Será que a solução é fazer nossa melhor encenação e esconder o que somos verdadeiramente? Isto nos levará às úlceras, no melhor dos casos, e, no pior, ao duplo erro de desonrar a Deus e rejeitar nossos adolescentes. Esta não é a resposta.

Provérbios 14:26 nos dá outra resposta: "No temor do SENHOR, há firme confiança". Isto é bastante estranho. Diz que a solução para o temor é o temor. A solução para a timidez é o temor. A solução para a incerteza é o temor. A solução para as dúvidas é o temor. Como pode ser isto?

sábado, 29 de junho de 2013

O ídolo do sucesso

Por Paul David Tripp

Na presença de seu filho adolescente, escutei algo de um pai: “Você sabe como é ir à igreja e saber que todos estão falando sobre seu filho rebelde e orando por ele? Você sabe como é entrar no culto com todos os olhos voltados para você, sabendo que as pessoas ficam pensando no que está acontecendo e se você e sua esposa estão superando?”.

Ele continuou. “Isso não é o que deveria acontecer. Nós procuramos fazer fielmente o que Deus nos chamou a fazer como pais, e olhe só onde acabou! Eu pergunto a mim mesmo, se eu soubesse que tudo acabaria desse jeito, será que teríamos decidido ter filhos? Eu não consigo descrever quão desapontado e envergonhado estou.”

Naquela tarde, com seu filho escutando, aquele pai falou o que muitos pais já sentiram, mas nunca verbalizaram. Nossa tendência é encarar a criação de filhos com expectativas como se tivéssemos garantias inabaláveis. Nós pensamos que se fizermos nossa parte, nossos filhos irão se tornar cidadãos exemplares. Nossa tendência é encarar a criação de filhos com um senso de posse, com um senso de que esses são os nossos filhos e a obediência deles é o nosso direito.

Esses pressupostos pavimentam o caminho para nossa identidade se enrascar em nossos filhos. Começamos a precisar que eles sejam o que eles deveriam ser para que, aí sim, possamos desfrutar de um senso de cumprimento de nosso dever e de sucesso. Começamos a olhar para nossos filhos como nossos troféus ao invés de criaturas de Deus. Secretamente, queremos exibi-los como conquistas de um trabalho bem feito.

>> Continue a leitura em Conexão Conselho Bíblico
Original: Idol of Success

terça-feira, 25 de junho de 2013

Pai, posso ir manifestar?


A criança desta foto foi, por muitos amigos,
confundida com meu filho.
"Manifestação" é uma das palavras que mais tem aparecido em minhas redes sociais. Acredito ser legítimo protestar, desde que sujeito aos princípios da Palavra de Deus. Para mais detalhes, sugiro  a leitura de um post de Marcelo Berti em Teologando.

Ainda que meu filho não tenha idade para compreender plenamente o que está acontecendo em nossa querida nação brasileira (ele tem 4 anos), quando eu penso em cristãos em manifestações públicas, meu maior temor se baseia nos princípios que esta pergunta levanta: tem meu filho sabedoria para decidir com quem, como e onde andar?

A sabedoria o livrará do caminho dos maus, dos homens de palavras perversas, que abandonam as veredas retas para andar por caminhos de trevas. (Pv 2.13-14 NVI)

Campinas-SP, cidade em que eu nasci, foi à mídia em função da dimensão que a violência atingiu com as manifestações. Sei de alguns amigos cristãos que estavam presentes naquela massa e que não coadunavam com o que um grupo, mesmo que minoritário, fazia. Tanto a mídia quanto os policiais o consideraram farinha do mesmo saco: vândalos.

Logo que eu soube deste triste caso, que infelizmente não foi isolado, pensei num versículo bíblico e, logo em seguida, imaginei uma possível história, um diálogo entre um pai e seu filho:

Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! (Salmo 1.1 NVI)

- Pai, eu fui lá na manifestação!
- E como foi, meu filho?
- Bem... Fui sozinho, mas logo procurei um grupo que eu me identificasse. Você sabe, né pai? Tinha gente manifestando contra tudo! Até contra o caríssimo preço da Nutella!
- E qual era seu grupo?
- Na verdade, grupos... O primeiro grupo, logo que eu cheguei, assim que viu alguns policiais, já pegou várias pedras nas mãos. Você sabe que eu não gosto de violência, então mal fiquei ali. Alguns metros deste pessoal, tinha outro grupo com muita gente diferente, mas também não fiquei muito tempo. Nunca vi tanto jeito de se fumar maconha na minha vida. Tudo bem que não tenho experiência com isso, mas aquilo me surpreendeu. O terceiro grupo parecia legal. O pessoal era bem inteligente, bastante politizado. Por outro lado, não era nada polido. Sem exagero, mas nunca vi mulheres xingando como aquelas. Não passava ninguém em branco: o vendedor de cachorro quente, o cobrador do ônibus que quase foi apedrejado, a senhora de bengala... Para aquele pessoal, todo mundo era hipócrita e merecia ser, no mínimo, xingado.
- Filho, não tenho certeza se fiz a coisa certa em deixá-lo ir à manifestação, mas fico contente por você não ter se juntado a nenhum destes grupos. Depois disso imagino que você foi embora, né?
- Não. Demorei um pouco mais para ir embora. Vi um pessoal da igreja.
- Daí você ficou com eles?
- Mais ou menos. Ronaldo, que toca na banda de louvor e adoração, estava junto com o pessoal que não largava das pedras. Fiquei um pouco com ele. Nisso, eu vi a Mariane com os maconheiros...
- A filha do diácono?!?
- Ela mesma. Mas ela não estava fumando. Vi o William também, o seminarista. Só percebi depois que era a namorada dele que parecia uma máquina de xingar, uma bem potente e com muita bateria... Pai? O que foi?
- Nada meu filho, nada.
- Depois disso eu fui embora. Só dei um oi para o pessoal da igreja. Quer dizer, para o Ronaldo e o William, porque a Mariane fingiu que não me viu.
- Fico contente que você esteja bem, meu filho. Mas acho que precisamos conversar um pouco mais. Chame sua mãe, vamos aproveitar esse tempo.

Será que meu filho está pronto para protestar? Será que ele tem sabedoria para fazer isso como é devido? Será que ele saberá escolher com quem deve estar para fazer isso? Quanto meu filho se sente tentado em andar com os que gostam de violência e palavreados? Qual a motivação de meu filho estar naquele meio? São várias as perguntas que, a meu ver, levantam possíveis reflexões sobre a maturidade de meu filho ir fazer algo que, creio eu, todos os cristãos deveriam, seja nas ruas ou não.

A sabedoria o fará andar nos caminhos dos homens de bem
e a manter-se nas veredas dos justos
(Pv 2.20 NVI).

Pai, pense nisso. Minha sugestão? Mostre a seu filho ao vivo e a cores como se manifesta para honra e glória do nome de Jesus Cristo.



terça-feira, 11 de junho de 2013

Cinco simples maneiras de afastar seu filho da igreja



1 – Diante das menores dificuldades, tais como indisposição, chuva, frio, cansaço, não vá aos cultos. Seu filho vai crescer com a ideia de que frequentar as reuniões não é assim tão necessário.

2 – Quando estiver à mesa ou em reuniões familiares, faça comentários e críticas ao ensino e atitude do pastor e dos líderes; assim seu filho crescerá não tendo respeito por eles e nem dando crédito aos seus ensinos.

3 – Cuide para que seu filho cresça num lar que não seja diferente de qualquer outro; afinal, que valor há em aplicar os princípios da Palavra de Deus a todos os aspectos da vida familiar?

4 – Gaste diante da TV ou computador todo o tempo que passa em casa, ao invés de separar parte dele para leitura da Bíblia e oração. Basta orar na hora das refeições. Com certeza o seu filho aprenderá que, assim como orar e estudar a Palavra de Deus não tem valor para você, não deve ser importante para ele.

5 – Comente à vontade a vida de outro membro da igreja diante de seu filho. Depois, ao se encontrar com ele no templo, apresse-se a cumprimenta-lo com sorrisos. Se mais tarde seu filho pensar que a vida cristã é pura hipocrisia e não desejar seguir o mesmo caminho, não estranhe.

Você poderia acrescentar mais algum item a esta lista?

Fonte: Bíblia Ensina