terça-feira, 28 de maio de 2013

Que sabedoria é essa? "Vai passar, meu filho!"


Não foram poucas as vezes que eu ouvi: "vai passar, meu filho!" Sim, ouvi de meus pais, tios, amigos, garçons, motoristas, professores, etc. Ouvi de muita gente, com muito ou pouco dinheiro, alta ou baixa, magra ou gorda. Interessante é que mesmo depois que eu me tornei pai, ainda continuei escutando essa mesma frase, no entanto, agora não mais endereçada para mim.

Ainda são pessoas com muito ou pouco dinheiro, alta ou baixa, gorda ou magra, que escuto falar quase que instintivamente "vai passar". Hoje mesmo eu escutei uma mãe falar para sua filhinha, que tropeçou com a mochila escolar: "não se preocupe, filhinha, 'vai passar.'" (Exemplo semelhante é a expressão "força aí!")

Agora, imagine seu filho pedalando sua tão sonhada bicicleta. Faz pouco tempo que ele tirou as rodinhas que o ajudaram no aprendizado. Por causa de uma pequena falha, "cataploft!" Como geralmente é, demora cerca de três a cinco segundos para ele notar a dor do tombo, logo em seguida, a dor da vergonha (ou vice versa). Então chega o zeloso pai, com menos temor que a mãe pela queda e com boa motivação, e diz: "vai passar, meu filho!" De onde vem tanta (péssima) sabedoria?

Pense agora nas seguintes situações:
  • Você martela seu dedo com gosto;
  • Você quebra o tornozelo no sábado do futebol;
  • Você não percebe que pisou no formigueiro e os pequeninos insetos revidam a destruição que você causou em seu lar;
  • Você queima seu dedo na churrasqueira;
  • Ao ajudar seu amigo com o carro quebrado, você prende seu dedo na porta do passageiro;
Já pensou? Agora imagine sua esposa (escolhi ela de propósito) lhe dizendo: "vai passar, meu marido." Observe que somente escolhi situações que causam, à priori, dores físicas - porque geralmente é este o contexto quando pais dizem a seus filhos "vai passar." O negócio fica ainda pior com situações como:
  • Perda de emprego. "Ah, vai passar, você acha outro logo!"
  • Perda do carro. "Ah, vai passar, logo você tem outro."
  • Perda do pai ou da mãe. "Ah, vai passar, a morte é natural."
  • Perda do(a) filho(a). Ah, vai passar, em breve vocês têm outro."
Por mais que não seja exatamente assim que as pessoas falam nessas situações, o "vai passar" ecoa em várias frases pouco ou nada sábias. Por exemplo, no ano passado minha filha faleceu e "vai passar" estava em frases como "Deus tem um propósito para você," "Deus sabe todas as coisas," "Ela está num lugar muito bom agora." Apesar de todas essas frases serem verdadeiras, elas precisam ser ditas no momento e da forma correta. Logo depois que Nina faleceu, eu não precisava ouvir nenhuma dessas frases. (Mais detalhes em www.ninaminhafilha.com)

É verdade que "vai passar," mesmo que a dor dure até a morte. Fato é que, ninguém, e eu enfatizo, ninguém quer ouvir "vai passar" nessas situações. Seu filho, igualmente, também não quer ouvir "vai passar" quando cai da bicicleta ou tropeça com a mochila escolar.

No entanto, se você já fez isso, não se preocupe, "vai passar."

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

A verdade é sempre de Deus


Pelo Facebook conheci este artigo: "9 formas de fazer seu dia a dia com as crianças ser mais leve." Gostei dele. Entretanto, mais do que isso, gostei de perceber como essas dicas, quando verdadeiras, são antes encontradas na Palavra de Deus. Faça o exercício. Perceba como cada item do artigo tem, antes, uma orientação bíblica a respeito dele.

Sugiro somente um cuidado: a Bíblia não é um compêndio de soluções para problemas da humanidade. Tampouco sugere um sistema para lidarmos com diferentes problemas do dia a dia. Ela é antes, a revelação de Alguém que quer redimir todo homem e mulher de seu estado incapaz de fazer o que é correto. Todo processo de genuína mudança acontece através de Jesus Cristo, epicentro das Escrituras Sagradas. Ao recorrer à Bíblia, lembre-se disso. Perceba que nEle há diversas formas de fazer seu dia a dia com as crianças mais leve.

domingo, 21 de abril de 2013

Cromoterapia: mudança de cor do bumbum

A tirinha abaixo é cômica. Não sei qual foi a intenção do autor, mas serve, mais uma vez, como reflexão para o pai cristão, que zela pelo ensino da Palavra de Deus. Afinal, qual sua posição ao se deparar com versículos como a insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela (Pv 22.15 NVI), e a vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe (Pv 29.15 NVI).


terça-feira, 16 de abril de 2013

Como explicar tanta maldade para meus filhos?



É fato que vivemos num mundo complicadíssimo. Não queremos que nossos filhos façam parte de muita asneira que nele há. Suas percepções se desenvolvem e questões oriundas se seus curiosos corações são inevitáveis e seguramente saudáveis. Mas e nossas respostas?

Pai (e mãe), se não for você, alguém irá responder as mais intrigantes e importante questões de seu filho(a). Quem lhe explicará tanta maldade? Como explicar a corrupção, a injustiça e tanta negligência para com o próximo? Como explicar...

Com a mesma segurança que eu tenho que não saberei responder à toda pergunta, eu digo: sei por onde sempre começar, falando a verdade.

Por verdade, não deixe de ter em mente passagens como João 14 e 17.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Riscos

Ao invés de refletir em palavras, que tal fazermos este exercício com a figura abaixo? Pense e dialogue com Deus sobre isso.